Em 2020 eu..
– Não saí do país, coisa que não acontecia há uns 15 anos;
– Perdi um amigo de quatro patas, o Tomé, que fomos obrigados a abater;
– Tornei-me a feliz proprietária da empresa da família, que contemplou uma carga tão grande de felicidade como de responsabilidade;
– Comecei a jogar padel (por culpa do meu namorado) e, surpreendentemente, não odeio;
– Perdi um colega de infância – uma estreia triste, que preferia que só tivesse acontecido daqui a muitos anos;
– Festejei pela primeira vez o meu aniversário sem os meus irmãos;
– Paseei, mais do que nunca, pelo Algarve e pelo Alentejo: desde Portimão a Manta Rota, passando por Cacela Velha e Vale do Lobo; no Alentejo voltei à Zambujeira do Mar e toda aquela costa maravilhosa e fui, pela primeira vez, a Évora;
– Fui à exposição do Harry Potter no último fim-de-semana em que esteve de portas abertas;
– Não comi um único pão com chouriço; ![]()
– “Casei” a minha primeira amiga!;
– E ganhei um novo “sobrinho”!;
– Vi o Porto ser campeão ao lado do amor da minha vida;
– Levei pela primeira vez a minha empresa a feiras – e que bem que correu!;
– Fiz um teste à Covid… e foi negativo;
– Perdi sete kgs (na verdade foram 10, porque engordei três pelo caminho, que depois voltei a perder);
– Passei a ser a feliz “mãe” de umas quantas plantas em minha casa, com quem vibro de cada vez que me apercebo que há um novo rebento;
– Passei o primeiro Natal sem os meus pais – e o primeiro Natal com a família do meu namorado;
– Comecei a jogar Pokemón Go e Animal Crossing – e recomecei a ver wrestiling… (no fundo, voltei aos tempos de criança, por más influências do Miguel);
– Voltei a andar de kayak;
– Li apenas 10 livros e voltei a falhar o meu objetivo;
– Escrevi muito, muito pouco;
– Fui ao Desconcerto, ainda em época pré-covid (numa altura em que ainda gozávamos com o que aí vinha) e subi a palco com a Rosinha;
– Vi vários documentários – Anne Frank – Vidas Paralelas, Inside Bill’s Brain, The Last Dance, Jeffrey Epstein – Podre de Rico, Amercian Murder: The The Family Next Door e muitas séries: Bridgerton, The Crown, Sex Education, Supermães, Away, Self Made, Tiger King, Código do Crime, Gambito de Dama, La Casa de Papel, Unorthodox, The English Game e Normal People;
– Não fiz nenhum escape room;
– Praticamente não fui ao mar – ora porque estava gelado ou demasiado revolto;
– O que não comi em pães com chouriço vinguei em bolas de berlim;
– Fui à feira do livro (onde já não ia há alguns anos);
– Aprendi a jogar xadrez;
– Mudei-me para um escriório maior na fábrica;
– Vi, pela primeira vez, a minha malha difundida por todo o país, naquela que acho que foi a máscara reutilizável mais usada de todas (pelo menos na zona norte) – e que orgulho que isso foi!;
– Arrancamos com obras na fábrica para, finalmente, melhorar os nossos espaços sociais e dar melhores condições aos funcionários;
– Cozinhei muitos salgados e muito poucos doces;
– Comecei a fazer puzzles;
– Criei uns patinhos selvagens, apanhados na fábrica momentos antes de servirem de refeição a uma gaivota;
– Limpei e reorganizei, com a ajuda dos meus irmãos, o pomar lá de casa;
– Fui entrevistada pelo Pedro sobre os meus anos de blog;
– Fiz da máscara um extensão da minha própria cara – e habituei-me bem a ela;
e… fiquei noiva!

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