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  • A Carolina de 28 anos via o cancro como uma doença dos outros. Era uma coisa distante, que eu sabia que existia, que imaginava ser difícil, mas que (ainda) não me tocara. Partilhava a pena, a esperança, a vontade de que as coisas fossem diferentes e que aquelas pessoas não tivessem que passar por tanto……

  • Não sei precisar a quantidade de horas que passei em hospitais este ano. Provavelmente umas largas centenas.  Os caminhos já se fazem quase às escuras e, a maior parte das vezes, a cabeça está em sítios que não nos permitem que vejamos o que está em nosso redor – fugimos dos obstáculos como robôs, seguimos…

  • É sobejamente conhecida a minha difícil relação com os médicos. Tragam as aranhas, os ratos, o escuro, os palhaços e as bruxas: não há nada que eu tivesse mais medo, em miúda, do que indivíduos de bata branca. Na verdade não é medo: é pânico. Era irracional, profundo; uma dor que ultrapassava a parte física…

  • O terceiro dia na Islândia foi o primeiro (e talvez o único) em que tivemos de prescindir de boa parte do nosso roteiro por termos constrangimentos horários. Como tínhamos a marcação para a escalada ao glaciar logo a seguir ao almoço, e o ponto de encontro ainda ficava relativamente longe do nosso local de partida, fomos…

  • Foi a segunda noite mal dormida na Islândia – na verdade, muitas mais estariam para vir. O entusiasmo da noitada anterior não ajudou mas o problema real era outro: a maldita luz. Se no primeiro hotel achei que a entrada excessiva de luminusidade tinha sido azar pelo estilo de cortinas, neste apartamento percebi que esta…

  •   Chegámos à Islândia já passava da meia-noite; voámos pela Play, que desde início de Abril que tem vôos diretos do Porto para Reykjavik. É uma companhia (pouco) low-cost islandesa e a mais descontraída em que alguma vez voei – fardas todas distintas, t-shirts e sapatilhas eram o prato do dia e com direito a…

  • Os mais distraídos poderão não se ter apercebido – mas quem me segue no instagram sabe que fiz, no fim de Abril e início de Maio, uma das minhas viagens de sonho. Fui, finalmente, à Islândia – e foi tão bom e fomos mesmo bafejados pela sorte! Tivemos direito ao pack completo: um vulcão em…

  • Decidi ler este livro depois de ter ouvido Isabela Figueiredo no podcast da Mariana Alvim, o “Vale a Pena”. Simpatizei com a voz da escritora, gostei da forma como falou; já conhecia o livro, mas tinha medo de ter uma escrita demasiado intrincada. Ouvir aquele episódio foi a força que precisava para me arriscar na…