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  • Adeus 2025

    Vou começar este texto de balanço com a frase mais óbvia de sempre: 2025 foi a continuação de 2024. Parece linear – e é -, mas eu não queria que fosse. Queria rotura – queria o sol em vez da chuva, a luz em vez da escuridão, o bom em vez do mal. Aquilo que…

  • Há dias uma antiga blogger – agora influencer das redes digitais que rendem alguma coisa – respondeu à pergunta de uma leitora que questionava o porquê de já não escrever mais no seu blog, um dos mais famosos do passado. Ela foi simples e perentória: os blogs estavam mortos, não fazia sentido cá continuar. E…

  • Um ano depois

    O que mais me choca na morte é a vida que vem depois. Porque continua. Como é que continua? Como é que acordamos quando um dos nossos amores maiores falece? Como é que se continua a respirar, a trabalhar, a sorrir? Como é que se vive? Como é que tudo não pára naquele momento, se…

  • Há dias, enquanto estava nos meus serviços de Uber ao serviço de uma das minhas sobrinhas, ela liga-me pelo caminho e pergunta: “Tili, por acaso não tens desodorizante contigo?!”. E eu, já meio irritada – porque estava no carro e ela em casa, onde devia ter isso tipo de coisas – respondo: “Porque raio havia…

  • Não sei quanto a vós, mas eu debato-me diariamente com o scroll nas redes sociais. Sei e sinto que não me faz bem e pouco me acrescenta. Podia valer a pena pelas gargalhas que às vezes traz – mas, honestamente, são cada vez menos. Pelo contrário, parece que só vejo e oiço coisas que pouco…

  • O verão é o meu período oficial de FOMO (“fear of missing out” para os mais distraídos ou, em português, algo como “medo de perder alguma coisa importante”). Sempre foi – mas agora, com uma ideia muito mais clara da finitude da vida, está muito pior. Sempre me questionei sobre o conceito de “aproveitar a…

  • Ser tia

    Ser tia/o é dos graus de parentesco com mais amplitude no que diz respeito à proximidade da relação. Sabemos o que esperar dos pais, dos irmãos e dos avós… Mas os tios são uma incógnita definida, provavelmente, pela ligação dos irmãos, da cultura de cada família e da personalidade de cada um. Há aqueles que…

  • Foi a minha mãe que me ensinou a perceber o que era o cemitério, o porquê de se ir lá e de me ensinar como se agia num cemitério. Essas idas nunca foram um peso e, por isso, ainda hoje não o vejo como tal. Sim, é um sítio onde passa gente muito triste, a…