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Foram precisos 27 anos para ler uma banda desenhada. E a verdade é que valeu a espera. Que livro! Que beleza. É poesia em forma de desenho, é música em versão papel.

Gostei muito da experiência de ler banda desenhada: na verdade achei uma óptima escolha para alguém que está a tentar restabelecer hábitos de leitura, uma vez que a história decorre rápido, sem grandes descrições e com base em diálogos, fazendo-nos avançar as páginas com vontade e sem demoras. Aprendi que não são precisas muitas palavras para descrever estados de espírito – nem sequer desenhos muito detalhados. A cor de fundo das páginas, o tamanho das letras, a profundidade das personagens… Incrível como tantas pequenas coisas – que nunca ninguém nos ensinou mas que interpretamos naturalmente – nos transmitem, às vezes, o essencial de uma história. E que bonita é está história, que bonita é esta balada (não só para Sophie, mas para todos).


Uma resposta a “Chávena de Letras: “Balada para Sophie””

  1. Avatar de Miguel Bastos

    É um livro muito bonito, sim. Muitos não concordarão, no entanto, com a designação “banda desenhada”. Preferem-lhe chamar “novela gráfica”. E , de facto, é uma boa descrição. Mas, o mais importante é a história e a belíssima forma como é contada. Obrigado por destacar este livro.      

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