
Sinopse e primeiras páginas aqui.
A maior crítica que posso fazer a este livro é o facto de ser enganador. Quando me falam em Paris e livros já é meio caminho andado para ler o que quer que seja – mas eu espero que o livro seja, de facto, passado em Paris e fale de livros. O que, neste livro, só acontece parcialmente. É aquilo que dá o mote à história, mas não passa disso.
A ideia da farmácia literária é muito boa, mas muito mal explorada – e a autora, apercebendo-se disso, dá um “docinho” ao leitor no final da obra para ver se ele se esquece que, durante o livro, pouco se desenvolve esta ideia, que é sem dúvida a melhor que a obra tem. Há partes que são absolutamente dispensáveis, incluindo o diário de Manon – confesso até que passei alguns trechos à frente. A escrita não é má, mas nada de excepcional – há partes do diálogo em que nem sempre se percebe quem é que fala e há falhas ao nível do descodificar das emoções (e consequentes reações); por vezes, parecia que as coisas aconteciam do nada, um ataque de choro ou de raiva caído do céu, meio descontextualizado.
Para mim, este é um livro sobre perda e sobre reencontro connosco próprios – de um ponto de vista, claro, muito romanceado. Estas três estrelas não são sinónimo do livro ser mau – simplesmente não era o livro que eu queria ler e que eu acreditava ser.

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