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Confesso que não consigo perceber a classificação média de 4 estrelas a este livro no Goodreads. Atenção: o livro não é péssimo. Seria óptimo se fosse para crianças ou pré-adolescestes. Sendo para adultos, acho-o com uma linguagem extremamente básica, com estruturas frásicas dignas de primeiro ciclo e com lições de moral simples. São frases e parágrafos curtos, ideias básicas, onde há pouco por onde puxar da concentração ou pelo vocabulário – não sei até que ponto a tradução do japonês poderá ter culpa, mas a verdade é que achei um livro superficial em todos os níveis.

Tratam-se de cinco short-stories cuja premissa é sempre a mesma: alguém, num determinado contexto, precisa de ajuda – e, de uma forma ou de outra, acabam na biblioteca municipal, nas mãos da bibliotecária e sua assistente, que de uma forma quase milagrosa lhes dão a conhecer livros que lhes abrem horizontes e permitem uma mudança de vida ou mentalidade. A ideia é gira, mas repetitiva – não era necessário que, em todos os contos, fossem sempre mencionadas as características físicas das personagens ou a descrição dos espaços. O local principal de todas as narrativas assim como as suas personagens são comuns a todas as histórias, sendo que alguns dos sujeitos principais das histórias se ligam de uns contos para os outros, o que é giro, mas não é suficiente.

A capa é muito gira e a ideia de se passar no Japão atraiu-me (quero sempre voltar aos sítios onde fui feliz), mas as expectativas não foram correspondidas.


3 respostas a “Chávena de Letras: “O que procuras está na biblioteca””

  1. Avatar de Kok

    Caso onde é bem aplicado o conceito: “nunca julgar nada pela capa”!

  2. Avatar de João F. Ribeiro

    Não conhecia o livro, mas este artigo suscitou-me demasiada curiosidade. Não pelas dúvidas quanto à classificação do livro no GoodReads (também acho o meu livro sobrevalorizado lá), mas pela oportunidade de ler um livro e descobrir outros lá dentro.

  3. Avatar de Carolina

    Na verdade esse foi um aspeto que não frisei mas que era importante – os próprios livros recomendados não são nenhumas obras-primas. São livros “vulgares”, alguns até técnicos, que também não acrescentam nenhuma magia particular ao livro. 
    Ou seja… até podia ser um livro mais rico por falar de outros livros, mas não diria que traz valor acrescentado 🙁

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