
Gostei deste livro, mas não o amei. Faltou “aquele bocadinho assim” – mas confesso que não sei qual é a falha, pois tinha tudo para dar certo.
Esta foi a primeira obra que li da Taylor Jenkins Reid e não será certamente o última: a autora tem uma escrita fácil mas com peso em algumas passagens – uma gestão que a maioria dos autores não consegue fazer -, que nos conseguem marcar e dar um tom mais sério (e realista) ao livro. A personagem principal está lindamente construída: complexa, simultaneamente crua e polida, dura e real. Não sei se é fácil identificarmo-nos com ela (não é sempre uma personagem simpática), mas acredito que muitos gostassemos de ser como ela – quanto mais não seja pelas ganas que tem de viver a vida como sempre a quis.
A forma que a autora arranjou para nos levar até ao final do livro é subtil, muito inteligente e, mais uma vez, gerida na perfeição: no fundo, estamos todos ali a virar páginas porque queremos conhecer a história dos maridos da Evelyn ou porque queremos saber o porquê de ser a Monique a “escolhida”? É uma premissa que vai pairando ao longo de todo o livro mas que não é o alvo direto da história… E isso só torna tudo mais intrigante.
Apesar de se tratar praticamente de uma narrativa de personagem, que são normalmente obras mais lentas, este é um livro que se lê muito bem e rapidamente.
Ponto negativo para a tradução: não tenho a comparação em inglês, mas há falhas notórias – já para não falar de muitas gralhas ao longo do livro.
P.S.: Foi a minha primeira leitura no Kobo! Whooo!
Por fim, uma análise rápida que resume toda a história (para quem não gostar do mínimo levantar de véu, não leia esta parte): quão irónico é que, no meio de sete maridos, nenhum deles seja o amor da vida dela? E quantas Evelyn’s andarão por aí com o mesmo drama? E quantas estrelas de Hollywood, com aquelas vidas e romances recambolescos, não entrarão neste tipo de esquemas para salvaguardar o seu verdadeiro eu? Este livro deixou-me a divagar sobre o assunto.

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