
Comprei este livro mal ele saiu, ansiosa por um livro que me fizesse ultrapassar o cansaço antes de dormir ou a preguiça de pegar num livro quando tinha uns minutos livres. Queria muito acaba-lo antes do fim do ano, mas não fui capaz. Muito porque este foi o livro de John Green que menos gostei… porque não parecia de John Green. Não me consegui relacionar com as personagens como antes e o enredo central é também dos mais fracos que me lembro.
A temática dos comportamentos obsessivo-compulsivos e dos distúrbios de ansiedade, embora importantes (essenciais?) de abordar, transformam muitas vezes o livro em algo menos prazeroso. Real, mas pouco convidativo à leitura: porque apesar de representar quase na perfeição aqueles ataques de pânico (been there, done that), é morosamente exaustivo (vulgo: chato). Os pensamentos circulam a mil à hora, sem pausas ou abrandamentos, e andam sempre à volta do mesmo, sem que consigamos sair daquele ciclo vicioso. E muitos dos caracteres escritos neste livro baseiam-se nisso. Chega até a ter uma página inteira entre a discussão mental entre o “anjo” e o “diabo”, em que quase os conseguimos imaginar em cada ombro da personagem principal, puxando a brasa à sua sardinha. (Tanto que eu decidi saltar a página).
E não sei se é por eu já ter passado por episódios que de alguma forma de relacionam com os da Aza, mas a leitura não me trouxe prazer. Incomodou-me, até – e se calhar é mesmo esse o objetivo, estar na pele de alguém com estes problemas. Só que não é o meu objetivo quando leio um livro.
Para além de tudo mais, achei o final previsível. A questão do título é explicada, tem graça, mas não me parece ter dimensão suficiente no livro para lhe dar o nome. Mas enfim: são escolhas.
Acredito que esta seja uma obra um tanto ao quanto emocional para o autor, mas dá-me ideia que foi escrita à pressa, em cima do joelho. Para mim, deixou muito a desejar.
(Lido em inglês)

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