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Já há muito, muito tempo que eu queria fazer uma viagem sozinha. Com todas as condições reunidas, achei que este era o momento ideal – e, acima de tudo, o momento em que eu precisava. Precisava de sair para respirar, precisava de estar sozinha, precisava de sair da minha zona de conforto, precisava de mudar de ambiente e entrar em rotura com os últimos dois anos. Precisava de paz.

E porquê os Açores? Porque, apesar de ser fora de Portugal continental, ainda é Portugal. Porque partilhamos a mesma cultura e a mesma língua (embora às vezes não pareça) e porque, dentro do choque que é estarmos sozinhos num sítio que desconhecemos, este era o que teria menos impacto. Se eu fosse para o Vietname, aí sim, seria uma aventura e tanto! Agora os Açores foi jogar pelo seguro (até literalmente, visto que é um sítio onde os problemas de segurança são residuais, o que também pesou na escolha) e fazer com que esta viagem fosse ouro sobre azul, porque este era um destino que queria muito conhecer.

Viajar sozinha foi, sinceramente, um exercício de liberdade. Ao contrário do que se possa pensar, é muito mais fácil viajar sozinho do que acompanhado – pela mesma razão que é mais fácil viver sozinho do que com alguém. Só temos de corresponder às nossas vontades, aos nossos planos, aos nossos gostos; não temos de fazer fretes, esforços, coisas que gostamos menos só para agradar aos outros; comemos as refeições que quisermos, às horas que quisermos; deitamo-nos e acordamos à hora que nos apetece; gastamos o dinheiro que temos e que queremos gastar e nunca temos pressões exteriores para o que quer que seja. Não temos de estar preocupados com os outros, gerir horários, emoções ou personalidades. E isso para mim, criatura egoísta e pouco dada à sociabilidade, é maravilhoso.

A questão é: não me senti sozinha? A resposta pode ser inesperada. Não, não senti. Em alguns momentos pensei em como gostava de estar com alguém – em particular os meus pais -, mais por saber que eles gostariam do que eu estava a ver do que propriamente por eu precisar de uma pessoa ao meu lado. A verdade é que fui mantendo um contacto permanente com eles e com os meus irmãos (criei um grupo no whatsapp para lhes mandar fotos e fazer inveja de tudo o que via e comia) e isso é essencial: é saber que estamos sozinhos mas que a nossa base está lá, que não estamos desamparados ainda que sem gente ao lado. 

Acho que sou uma pessoa atípica em termos sociais (uhuh, como se ninguém desconfiasse!). Eu não sinto necessidade de estar sempre a falar com alguém ou a partilhar decisões. Aquilo que conversava com os meus pais era o suficiente para satisfazer as minhas necessidades de interação (ainda que tenha falado mais, uma vez que me “juntei” a uma mãe e uma filha que fizeram tours comigo) e o facto de poder ser eu a decidir tudo o que queria em relação ao meu dia foi um autêntico alívio. No fundo, cumpri um dos meus objetivos para esta viagem, que era confirmar se de facto eu me dava tão bem sozinha como eu achei que daria. Sei que a vida muda, nós mudamos, os nossos planos e perspetivas mudam: mas perante a amostra destes meus 23 anos de vida, eu já percebi que não será fácil arranjar pessoas que partilhem vida comigo, e é uma preocupação minha certificar-me que, mais do que sobreviver, também consigo ser feliz sozinha (dentro dos limites do razoável – e por “razoável” quero dizer “não me tornar numa eremita”). Por muito que me custe, devo até admitir uma coisa: esta foi, talvez, a viagem da minha vida em que tive menos saudades (e eu sou uma saudosista nata). Acho que estive sempre tão entretida nos meus planos, sem tempos mortos, que a minha vida foi correndo da forma mais natural de sempre. Não fiz coisas que não quisesse ou que não gostasse, não sentia necessidade de estar sempre com o telemóvel, e a minha cabeça estava sempre centrada naquilo que eu estava a viver e não a passear por coisas tristes, preocupações ou saudades. 

Há apenas uma grande exceção: as refeições. Eu não me importo de comer sozinha, mas também não gosto. Estou habituada a almoçar e jantar sempre com a minha família e é-me estranho não ter ninguém para falar enquanto como – e confesso que também não gosto de estar agarrada ao telemóvel ou a um livro enquanto como. Neste caso não há muito a fazer: é aguentar. Mais uma vez, tive sorte: juntei-me em várias refeições às duas pessoas com quem fiz as tours é essa questão desvaneceu-se. De qualquer das formas, é de notar que quando as pessoas veem uma mulher/rapariga a almoçar sozinha, estranham sempre um pouco e têm tendência a ser mais atenciosas. E nisto incluem-se os parceiros da mesa ao lado, que frequentemente fazem conversa a partir de algo tão corriqueiro como pedir para utilizar o nosso saleiro.

A verdade é que quando não temos ninguém que nos “prenda”, falamos com as outras pessoas com muito mais facilidade. É a mesma história de ir para uma escola nova com ou sem um amigo: se formos com um amigo, juntamo-nos a ele e formamos uma redoma onde é muito mais difícil alguém entrar; se formos sozinhos, é mais fácil (e somos quase obrigados a) integrarmo-nos.

 

QUESTÕES PRÁTICAS

Segurança

Há coisas más em viajar sozinha? Claro que há. Logo à partida a questão da segurança em todos os campos: se cairmos para o lado no quarto ninguém dá pela nossa falta, por exemplo; se tropeçarmos na banheira ninguém nos vai levantar de lá. Andar na rua acompanhado é sempre mais seguro, mesmo num sítio onde não existam problemas de segurança – e nisto, o facto de ser mulher também tem um certo peso. Tanto nos Açores como em qualquer outra parte do mundo há inevitavelmente homens que olham para nós como se fossemos um naco de carne – é algo que temos de aceitar e ignorar, tendo só a certeza e o cuidado (estando alerta) de que não passam mesmo de olhares. No caso desta viagem em particular eu não fiz trilhos pedestres precisamente por estar sozinha: apesar de gostar muito de andar no meio da natureza, sei que sou uma naba e que caio com facilidade, e fazer caminhos com obstáculos pela frente, em que possa cair e me magoar, não me pareceu uma boa opção – até porque muitos destes lugares têm pouca rede e não são assim tantas as pessoas que passam por ali todos os dias. Acima de tudo, acho essencial que tenhamos noção das nossas próprias limitações, que nos conheçamos minimamente e que antecipemos os problemas. E ter bom senso, claro! 

Eu deixei com os meus pais todas as informações de onde ia estar e partilhava frequentemente os meus planos para o dia, para saberem minimamente o sítio onde eu estava, caso acontecesse algo ou eu ficasse incontactável. Tive também uma série de outros cuidados que, se quiserem, posso listar, caso estejam a pensar ir numa aventura e precisem de “inspiração” neste campo.

(ainda sobre os trilhos, falarei depois sobre isso, mas fiz apenas uma única caminhada mais “selvagem”, de cerca de 1km. E até aí adorei estar sozinha, a absorver o silêncio e a ir ao meu ritmo. Neste tipo de coisas, como sou mais lenta e cuidadosa a caminhar, sinto sempre que as pessoas ficam à minha espera ou que se obrigam a ir mais devagar por minha causa, algo que não gosto)

 

Fotografias

Houve quem também me perguntasse sobre a questão das fotografias: como é que se tiram boas fotografias enquanto estamos sozinhos (e já considerando que a selfie não é uma ótima opção)? Se forem malucos como eu, podem andar com o tripé atrás. Sim, eu levei o tripé na mala! Como fiz muitos dos passeios de carro, mantinha-o na mala e, quando precisava, tirava-o. Atenção: certifiquem-se que, quando fazem isto, já têm experiência e à vontade em trabalhar com o tripé. Isto aplica-se à máquina fotográfica e ao telemóvel: para a máquina o tripé grande e para o smartphone aqueles tripés que parecem polvos, pequeninos e moldáveis, que se compram por tuta e meia e se agarram a quase todo o lado e ajudam a tirar fotos bem melhores. À falta destes instrumentos, improvisem tripés (também o fiz) pousando as máquinas em sítios estratégicos e seguros. Ter um comando que tira fotos à distância também ajuda muito (em caso de ter tripé ou não), para não ter de se andar sempre com o temporizador e a correr para trás e para a frente. Mas a verdade é que a forma mais fácil de resolver este problema é pedir a alguém que nos tire a fotografia, sempre com dois riscos: que nos roubem a máquina e que a foto saia uma treta. A primeira opção parece-me sempre bem improvável, embora saiba que às vezes acontece; a segunda é muito comum, mas não há muito a fazer. Eu tive a sorte (e a falta de lata) de nunca ter de o pedir a “desconhecidos”: ou pedia aos guias que me fizeram as tours ou às duas pessoas que fizeram grande parte das visitas comigo. Em suma: pode ser chato, pode demorar mais, mas não é um problema irresoluto e há muitas alternativas.

 

Dinheiro

Viajar sozinho fica mais caro do que viajar acompanhado. É lógico que se virmos o valor acumulado gasto por quatro pessoas, este é muito maior do que se for só uma. Mas se dividirmos por cada cabeça rapidamente percebemos que é mais económico ter companhia. O carro é um óptimo exemplo. Eu aluguei um automóvel nos Açores e andei sozinha com ele, quando havia mais quatro lugares vagos – ou seja, se fossemos cinco, o valor era a dividir. Mesmo nos restaurantes isso é notório: um cesto de pão é igual para mim ou para uma mesa de três; uma dose de lapas tem sempre 20 lapas (por exemplo), quer eu seja só uma ou quer sejamos quatro. A verdade é que há muito mais coisas divisíveis do que individuais, por isso o dinheiro gasto por pessoa é inferior numa viagem em grupo do que numa feita a solo.

 

Este é o feedback de uma primeira experiência que foi recheada de momentos incríveis mas que, como contei no post anterior, também teve as suas peripécias e dificuldades. Não foi um mar de rosas, mas esteve a quilómetros de ser um mar de espinhos. Adorei viajar sozinha, mas isso permitiu-me perceber que há também muitas vantagens em fazer viagens com outros. Esse momento crítico no barco foi um daqueles em que eu desejei ter o colo da mãe ou alguém que me fosse buscar um chá quando eu achei que não podia fazer nem mais um metro a pé. Mas a verdade é que o que não nos mata torna-nos mais fortes e eu saio desta viagem, mais do que revitalizada, muito mais segura de mim mesma. Fui capaz. Sou capaz. Fui racional nesse momento de agonia; fui prática e rápida quando tive de comprar outra viagem de avião e cancelar tranfers e entregar o carro mais cedo; e fui descontraída em tudo o resto. Fui tudo o que era preciso porque, quando é preciso, nós somos tudo e mais alguma coisa. E relembrarmos isso de vez em quando é a melhor coisa que podemos fazer.

Mas é importante ressalvar que isto se aplica a mim e está longe de ser uma fórmula universal. Sempre gostei de estar sozinha e sempre me dei bem assim; gosto do silêncio e gosto do poder de decisão; gosto de estar sem ninguém no carro com o rádio em altos berros e gosto de me sentar a ler um livro num jardim bonito. Nem todos são assim – há muita gente que não sabe e não gosta de estar sozinha, e isso é justo e tão bom como qualquer outra forma de estar na vida. Ver o que quer que seja com alguém ao lado dá-nos sempre uma perspetiva diferente das coisas, porque não há duas pessoas iguais. Mas para a minha forma de ser e de estar (que é, de uma forma geral, solitária) viajar sozinha foi das melhores coisas que fiz até hoje.

Foram apenas cinco dias, quase nada comparado com tantas aventuras que vejo por aí e muito pouco para sequer me cansar de mim mesma. Resta-me dizer que, para grande preocupação dos meus pais, isto foi só o início. E isso resume bem o balanço que faço sobre aquilo que é viajar a solo. In-crí-vel.

 

(Sobre os Açores e a viagem em si, escrevo muito em breve!)


24 respostas a “Como é a experiência de viajar sozinha?”

  1. Avatar de Nuvem

    deve ter sido fantástico! 🙂 honestamente, não sei se teria tua coragem! admiro-te muito mesmo! e os açores…era para também ter ido este ano! mas o piolho trocou-me as voltas! ficou adiada..mas vai acontecer! fico à espera dos teus roteiros e opiniões sobre a ilha 😉

  2. Avatar de Maria João Amaral Graça

    Boa tarde. Gostei bastante de ler a sua aventura, e acredite que foi um incentivo para quem também gostaria de mudar, de respirar outros ares, outras influências. Identifiquei-me em muitos aspectos mencionados, sobretudo no que diz respeito à parte social. Também partilho da ideia de que mais vale andarmos connosco apenas, do que estarmos com quem não nos sentimos bem. Um bom fim de semana.

  3. Avatar de
    Anónimo

    Fiz esta leitura a agitar a cabeça em gesto de concordância! Eu faço a maior parte das minhas viagens sozinha e revejo-me em quase todos os aspectos aqui focados. Sobretudo no que respeita à liberdade de uma viagem a solo, que, para mim, é a maior vantagem de todas e uma que começo a não querer dispensar… Faço votos para que continue nessas viagens de descoberta não só do mundo, mas de si própria. Boas viagens!

  4. Avatar de BeatrizCM

    Dica para as fotos: ver se alguém por perto também está com ar de quem precisa de fotos, oferecermo-nos para o fazer e logo depois pedir para nos tirarem a nós. Assim, ambas as partes mostram confiar uma na outra as suas máquinas ou telemóveis! 😁

  5. Avatar de Carolina

    Foi incríiiivel! Mas claro que terias! 🙂 
    Espero que vás em breve, a ilha merece. Publiquei hoje o primeiro post, recheado de dicas!
     Um beijinho!

  6. Avatar de Carolina

    Ainda bem que gostou, Maria! Um beijinho

  7. Avatar de Carolina

    Fazer a maior parte das viagens sozinha já é todo um outro nível (e coragem)! 
    Muito obrigada… e igualmente! 🙂

  8. Avatar de Carolina

    Verdade! :p
    No meu caso, como tenho aquelas máquinas “grandes”, ver pessoas com máquinas semelhantes é uma boa ideia 😉

  9. Avatar de Maria Araújo

    Viajo sozinha, algumas vezes, mas dentro do país, e de tudo o que escreveu, o que mais sinto é exactamente isto que escreveu, sobretudo ao jantar:
    Há apenas uma grande exceção: as refeições. Eu não me importo de comer sozinha, mas também não gosto.”
    Curiosamente, já pensei ir sozinha aos Açores, mas acho que aqui uma companhia sabe bem.

    Vou ler as suas aventuras.


  10. Avatar de
    Anónimo

    Eu fui casar às capelas por ser fraco das canelas com uma mulher sem nariz.
    E as gentes das Fajãs já me deram os parabéns pelo casamento que eu fiz.
    Lindo, os Açores. Só a Ilha de S. Miguel mete a da Madeira num bolso.

  11. Avatar de
    Anónimo

    Fantástico, Gostei e tb gosto de viajar só e os Açores têm beleza, tranquilidade. Só uma dica. Os Açores são 9 ilhas, Santa Maria, S. Miguel, Terceira, Graciosa, S. Jorge, Pico, Faial, Flores e Corvo.

  12. Avatar de Nuno
    Nuno

    Em primeiro lugar parabéns pelo destaque no sapo. Foi assim que descobri este post. É tantas sensações e pensamentos me passaram. Primeiro gabote a coragem de ires sozinha (não é fácil mesmo dentro do mesmo país), depois confesso que me causa estranheza a ideia de te sentires confortavel tanto tempo sem ninguém. É verdade que essa independência e autonomia pode ser saborosa que estar sozinho é muito diferente de ser sozinho ou sentir solidão. Mas a mim custame sempre a preceber cono e wue alguém gosta de passar mais tempo sozinho que aconpanhado(longe de mim criticar apenas me faz confusão confesso) talvez até o “problema” sestrja em mim que me custa estar só. Adoro mome tos e até me vejo a ter um fim de semana assim (aliás mais vale do que mal acompanhado) mas muito tempo só abalam e a minha frágil estrutura. É por favor não vejas isto como uma crítica mas sim como um elogio pois essa tua capacidade advém muito da tua autoestima estar no sítio certo e seres segura de ti. Engraçado como apesar de tudo te dizes saudosista. Quanto ao achares que dificilmente te terás alguém disposto a partilhar vida contigo. Acredita a vida muda nos mudamos e eu acredito que cada panela tem o seu testo só podes aí da nso estar na altura certa de o encontrares. Desculpa a extensão do post perco-me sempre a escrever. Continua a escreve er a partilhar a socializar por aqui 

  13. Avatar de joana rita sousa / filocriatividade

    obrigada pela partilha! às vezes olham de lado para mim só pq vou ao teatro sozinha… a sociedade ñ está preparada para quem decide fazer as coisas e pronto!

  14. Avatar de

    Este foi apenas o seu 1º passo no mundo das viagens sózinha ! Mas ainda não saiu totalmente da sua zona de conforto. E é verdade o que refere. Uma viagem sózinha é muito mais dispendiosa! Mas fazemos o que queremos, no tempo que queremos sem ninguém ao lado a refilar porque se quer ir embora ou ir a um outro sítio, para o qual iremos só para lhe fazer a vontade! No final da viagem o stress que traziamos foi-se todo embora!É muito revigorante.  Se além da natureza gostar de ver monumentos, artes decorativas e boa comida experimente, para perder de vez todas as inibições  : 1 – Viagem ao Al Andalus ( Sevilha, Granada e Cordoba ) ; Depois 2- Viagem a Istambul na Turquia, por fim 3-  Viagem a Marrocos – Casablanca, Tanger, Marrakech. No final deste trilho está pronta para ir sózinha à India ou ao Cazaquistão.E eu só comecei aos 50 anos ! Fica aqui o desafio. 

  15. Avatar de Cláudia Casarinni

    Peço desculpa por comentar aqui algo sem relação com o excelente artigo da Carolina, mas o JE atrapalhou-se e não conseguiu conectar-se com o meu FB. É sobre o artigo (patrocinado) “Brasil: 2 destinos de sol e aventura”. A novela Tieta não teve cenas gravadas na praia de Genipabu (RN). Algumas cenas iniciais foram gravadas no pequeno vilarejo de Mangue Seco, no litoral norte baiano, bem junto à divisa com o estado de Sergipe. Já a quase totalidade das cenas desta belíssima novela foram gravadas na fictícia cidade cenográfica de “Santana do Agreste” num terreno de 10.000 m² da Rede Globo em Guaratiba (RJ), onde foram construídas 46 casas, 2 igrejas, 8 ruas, 2 praças, um circo abandonado e 15 ruínas (na época ainda não existia o PROJAC, que só surgiria 5 anos mais tarde, em 1995). Grata pela compreensão.

  16. Avatar de
    Anónimo

    já viajei mt. acompanhada mas viajar só é bom e somos donas do nosso tempo e vontade, quanto a cair ou outro acidente ´´e omesmo quando vivemos sós viver só ou viajar só não é ser solitária ,, nãoé fácil mas compensa revi-me no artigo embora já não tenha pais e os irmãos têm a sua vida e eu tenho a mnha obg

  17. Avatar de Cláudia Casarinni

    Carolina, obrigado pela publicação.
    Que Deus lhe ofereça uma existência longa e feliz (e “dindim” para as viagens), para que continue a brindar-nos com ótimos e úteis artigos como este.

  18. Avatar de O ultimo fecha a porta

    Quando vi o post destacado no SapoBlogs chamou-me a atenção por duas razões: i) por ser os Açores e vou lá para o mês que vem; ii) uma amiga minha há duas semanas disse-me que queria e precisava de fazer uma viagem sozinha. Divorciou-se há pouco tempo que ir uma semana em Agosto fazer um tour à Itália por conta própria. 

    Penso que quando se leva um roteiro com coisas para fazer ir sozinho é mesmo a melhor opção. Só me assusta a segurança em destinos mais calmos.

  19. Avatar de Carolina

    Eu adorei ir sozinha e acho os Açores um dos sítios ideais para ir sem companhia. Mas, para quem gosta de companhia, é sempre bom levar um “compincha” 🙂

  20. Avatar de Carolina

    Não conhecia. Muito giro! 

  21. Avatar de Carolina

    Olá Nuno, obrigada!
    Não vi nada como uma crítica e percebo perfeitamente a estranheza… a maioria das pessoas gosta mais de estar acompanhada do que sozinha. Eu é que sou a “anormal” aqui :p
    Obrigada pelo comentário!

  22. Avatar de Carolina

    Acho que nunca vai ser normal as pessoas andarem sozinhas. É da natureza humana estar acompanhado e a sociedade vê certas atividades como “sempre feitas em conjunto” – ir ao teatro, cinema, viajar, etc. Temos é de nos habituar e ignorar reações opostas, se é isso que queremos e gostamos! 🙂 Força!

  23. Avatar de Carolina

    Sim, é mais caro mas de facto, por tudo o que disse, compensa 🙂
    Gosto muito de cidades e monumentos, só dispenso museus de arte e coisas mais paradas… à Turquia já fui há seis anos (acompanhada, mas fui). Quanto a Marrocos … confesso que ir sozinha para países muçulmanos já vai muito para além da minha zona de conforto, não sei se algum dia o farei. Pode ser preconceituoso, mas tenho medo. Sendo mulher, e sabendo a forma como eles vêem as mulheres, não me sinto muito segura.
    Obrigada pelas dicas e pelo incentivo!

  24. Avatar de Carolina

    Ah, que bom, vai de certeza adorar. Não vejo outra opção senão adorar os Açores 😉
    Quanto a viajar sozinho… a segurança em destinos calmos não é o problema, mas sim o contrário. Há que analisar bem o sítio para onde planeamos ir e ver se compensa o risco ou se somos aventureiros o suficiente para isso 😉 Eu não sou, a segurança é prioritária, mas na Europa (de uma forma geral) sinto-me segura – sabendo que há sempre bairros mais problemáticos, principalmente em grandes capitais, e etc.

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