Desde que me lembro de existir que roo as unhas. Nunca fui daquelas pessoas que rói até fazer sangue (até porque não tenho dedos de quem rói, com aquela parte da frente super subida e as unhas meias raquíticas) mas sempre foi algo a que me socorri em momentos de stress.

Já há vários anos que ando num on/off em relação a este vício – ora paro, ora recomeço. Lembro-me da primeira vez que o fiz – estava na casa de banho, a olhar-me ao espelho, e ao reparar nas minhas mãos horríveis disse a mim mesma que ia parar. E parei. Mas depois voltei, principalmente porque não tenho paciência nem jeito para as arranjar – e depois aparecem as pelezinhas ou uma unha mais quadrada que está a pegar em tudo, e portanto vai-se lá dar um jeitinho com os dentes e pumba… caldo entornado.

Quando tinha tempo e paciência para limar, pintar e cuidar das unhas, estava tudo bem; ou então quando me convenci de que tinha de ir à manicura tratar disto pelo menos uma vez por mês. Mas com o trabalho crescente ia adiando e adiando, as unhas cresciam, eu tirava-lhes o verniz e pouco depois… já não haviam unhas.

E depois veio o piano. Para quem toca piano, roer as unhas nem é o pior dos hábitos, porque significa que elas não estão grandes e por isso não batem nas teclas. Mas, por outro lado, é horrível ver alguém tocar e depois reparar naquelas mãos maltratadas, qual Shrek. E por isso decidi tomar medidas.

Há muitos anos tinha posto gel, mas não adorei (até porque tinha as unhas tão curtas que tinha de pôr tips, e depois aquilo descolava e era horrível). Já tinha ouvido falar imenso do gelinho, mas implicava ir à lâmpada, o que também não me agrada por aí além. Sei que aquilo é fraco, sei que dizem que não faz mal, mas é um feeling: não me inspira confiança, não gosto daquela sensação tão quente perto da pele e das unhas. Pode ser uma teima, mas é a minha teima. Ainda experimentei um vez, gostei do resultado (durou praticamente três semanas, com um aspeto impecável), mas o método continuava a não me cair no goto.

Até que me falaram de uma espécie de gel que não implica ultra-violetas. Ahhhh! Música para os meus ouvidos! Chama-se pó de imersão e é o que eu tenho feito desde então. A única desvantagem que vejo, pelo menos no sítio onde faço, é ter menos cores que o gelinho – mas o método, para mim, é muito melhor. Acima de tudo, é fresco em vez de quente. Aplica-se um verniz, que funciona como cola, e depois põe-se o dedo num pó, que se fixa ao verniz. Primeiro a base e depois duas vezes a cor escolhida, tal como no gelinho. É um processo mais metódico, mas penso que o tempo de fazer é o mesmo que o do outro método.

Aquilo que noto é que as cores não ficam tão brilhantes como no gelinho, o que para mim não é um problema, porque até acho aquele brilho excessivo e muito pouco natural. Para além disso, em cores mais claras, podem notar-se os grãozinhos do pó – às vezes, devido ao pigmento, aparecem pequenos pontos de cores mais claras ou escuras mas nada que, a mim, me afete. A grossura e a duração é igual ao gelinho e a forma de remoção é só com acetona, saindo depois como uma espécie de pastilha elástica, não sendo necessário raspar como acontece com o outro método (e por isso é menos agressivo para a unha). O preço, no sítio onde faço, é igual ao do gelinho.

Se, como eu, procuram uma solução UV-free e que vos mantenha as unhas bonitas, aconselho que experimentem. Daquilo que me tenho apercebido, muitos dos sítios que fazem gelinho também já fazem pó imersão. Por isso é experimentar!

 

P.S. Nunca reparei se o Shrek tinha, ou não, unhas bonitas. Mas dado o contexto, acho que percebem a ideia 😉


5 respostas a “Já não tenho unhas à Shrek (ou Fiona, neste caso)”

  1. Avatar de
    Anónimo

    Não é uma má opção. Já experimentei e foi das melhores soluções que me apresentaram. 🙂

    Amaria

  2. Avatar de Ana Silva

    Olá, 
    Só fiz unhas de gel uma vez e pelei-me toda porque detestei. Ainda por cima tive de fazer construção e demora imenso. 
    Como não tenho problemas com as minhas unhas que são daquelas grandes e que, mesmo pequenas, parecem grandes, opto por as fazer em casa, o que me leva menos tempo do que arranjar na manicure. Mas ainda bem que conseguiste arranjar um bom método. E ainda bem que partilhaste porque eu não conhecia. 
    Obrigada 

  3. Avatar de
    Anónimo

    Podia só dizer-me uma coisa….
    Quem já fez gel ou gelinho sabe que depois de tirar fica-se com as unhas muito fracas, partem e “parecem papel”
    Quando tirou o verniz em pó como ficaram as suas unhas?
    E tirou em casa ou na manicure?
    Obrigado

  4. Avatar de Carolina

    Olá!
    Acho que honestamente isso depende mais da unha do que do método que se usa. Em nenhum deles a unha respira, por isso nunca ficarão hiper saudáveis. As minhas têm fases, honestamente… há alturas em que estão finas, outras que não. Mas não diria que estão tipo papel, como se costuma dizer 🙂
    Sobre tirar: uma vez que só precisa de acetona, podem tirar-se em casa. Já tirei em casa e na manicura, utilizando o mesmo processo (algodão embebido em acetona por cima da unha, enrolar com papel de prata e deixar estar pelo menos 10 minutos. Depois sai tipo pastilha-elástica).
    Beijinhos

  5. Avatar de
    Anónimo

    Olá! Cheguei aqui a pesquisar pelas unhas de imersão em pó no Porto, pode dizer-me por favor onde faz? Obrigada

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *