2016 foi um ano estupendo mas, como não há nada perfeito nesta vida, temos mesmo de falar de um assunto sensível: os livros. No meu “reading challenge” tinha colocado uma meta de 20 livros e falhei por 3, algo que já não acontecia há alguns anos. Isto não tem nada que ver com “corridas” ou algo parecido, mas este tipo de metas ajudam-me a ler quando não estou tão incentivada; por outro lado, e apesar de não o fazer por obrigação, ler é quase um trabalho de casa – só lendo é que consigo escrever melhor, aprender mais.
Para além de ter falhado em termos de números, confesso que a qualidade do que li também não foi por aí além. Dos 17 livros que li, 11 foram em inglês – foi uma estreia, até aqui nunca tinha lido livros inteiros numa língua estrangeira e, como se percebe, virei fã; no entanto, confesso que o português me fez falta. Por outro lado a grande maioria deles foram livros Young Adult (YA) que, como também já se percebeu, é o meu guilty pleasure. De alguma forma sinto que a minha adolescência foi tão pacífica que adoro viver na pele dos outros sem ter todas aquelas consequências e ideias parvas que não tive na altura – nem queria ter, prefiro mesmo ler. É também uma forma de escape: é assumidamente literatura ligeira e eu posso arcar perfeitamente com esse “fardo”, porque a leio precisamente para relaxar e me distanciar um pouco da minha nova vida de adulta.
Acho que essa é mesmo a razão de não ter conseguido ler muito: em 2016 passou-se demasiada coisa na minha vida e eu estava concentrada em absorver tudo e a tentar desfrutar ao máximo. Foram muitas mudanças de rotina, entre exames – estágio – férias – trabalho e muitas coisas ficaram pelo caminho, porque eventualmente temos de definir as nossas prioridades. Ler é uma prioridade para mim, mas no meio de livros que não me cativaram e tanto mundo para explorar, a leitura ficou um pouco para trás – e é algo que quero muito reatar neste novo ano. Sem dúvida que os livros YA vão continuar a fazer parte da ementa, porque também me ajudam a ter vontade de ler, mas vou ver se consigo enveredar algumas vezes por obras mais sérias, de que também já sinto falta. Para não ficar à quem das expectativas, pus 15 livros como o objetivo deste ano – mas secretamente gostava obviamente de ler mais; de qualquer das formas, assim é mais seguro.
Sobre 2016 deixo aquela infografia giríssima que o Goodreads faz anualmente, acrescentando que o meu livro favorito do ano passado foi “A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert”. Os prémios de maior desilusão vão para a J. K. Rowling com o “Fantastic Beast and Where to Find Them” e o guião do “Harry Potter and the Cursed Child”, o pior livro que li vai para o português Tiago Rebelo com “Romance em Amesterdão” e, terminando numa nota positiva, a descoberta do ano vai para Natasha Boyd, de quem gostei muito dentro do estilo YA.
Que 2017 traga muitos livros, muitas letras e muitas surpresas!





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