No último meio ano passaram-me centena de currículos pelos olhos. Infelizmente para mim a tarefa ainda não está concluída. Foram cinco anúncios espaçados ao longo do tempo, muitos currículos analisados criteriosamente e colocados depois numa short-list, culminando numa dezena de entrevistas presenciais e uma pré-contratação em que me deixaram ficar na mão passado quatro dias (quando, no terceiro, me tinham pedido um adiantamento). Ou seja: ainda não encontrei a pessoa certa para o cargo que preciso de preencher. 

É um trabalho dupla ou triplamente frustrante, porque o recrutamento é algo que não me traz qualquer tipo de prazer e porque se está a mostrar infrutífero apesar de eu tentar ao máximo fazer tudo direitinho e de, aparentemente (?), andarem milhares de pessoas atrás de emprego. 

Recrutar pessoas é injusto, é dar não’s não fundamentados e sim’s sem o devido mérito. Um currículo não mostra nada daquilo que uma pessoa é – e isto serve tanto para o bom como para o mau. Há pessoas que se sabem apresentar e a sua imagem é sobrevalorizada e há outras que, não sabendo, ficam a perder, podendo até ser profissionais de mão cheia. Recrutar é ter de tirar conclusões de forma preconceituosa, recheadas de estereótipos. Mas quem recruta tem de começar por algum lado e seria impossível estar com todos os candidatos presencialmente – sendo o currículo o pontapé de saída para depois se avançar para algo mais. 

Há muita coisa que podia escrever sobre este tema – a falta de pessoas que de facto quer trabalhar e a quantidade ainda menor que se quer sujeitar a trabalhar numa indústria, a lata de algumas ao dizerem que só mandaram o currículo porque o centro de emprego obriga, a dificuldade que é fazer entender o que de facto precisamos e em que consiste o trabalho que estamos a oferecer… Enfim, sinto que contratar alguém para um trabalho não standartizado (caixa de supermercado, repositor de loja, enfermeiro, professor e etc.) é uma autêntica odisseia. Uma que preferia não estar a viver mas que vou ter de voltar a enfrentar (estou a aguardar que a pandemia abrande para poder voltar às entrevistas), porque estou desesperada à procura de alguém que de facto queira aprender, trabalhar e crescer dentro de uma empresa. É uma jornada de desalento, mas sei que tenho de ser a pessoa que mais acredita que é possível – ou, por outro lado, a última a perder a esperança. Há-de existir alguém. Hei-de conseguir. 

Até lá, das poucas coisas boas que posso tirar desta experiência é ter ganho a noção do que é estar do lado do empregador – e assim consigo, eventualmente, ajudar quem está do outro lado, mostrando aquilo que os empregadores (ou, neste caso, eu em particular) queremos e que achamos bom ou mau num documento de apresentação.

Deixo aqui seis dicas que considero importantes para quando estamos a elaborar um currículo ou a candidatarmo-nos a um determinado emprego. (Deixei de fora coisas básicas como “não mentir”, suponho que já se saiba que isso não é suposto.) Ora cá vai disto:

 

1 – Ler os anúncios com atenção (ou evitar perguntas parvas e desnecessárias)

Se há coisa em que eu tive cuidado aquando da redação dos vários anúncios que coloquei foi ser detalhada. Quando estive à procura de trabalho sempre me fez muita impressão aqueles anúncios – que infelizmente são a maioria – meio misteriosos, em que não se dizia qual era a empresa, onde se localizava ou qual era o trabalho em si. Eu escrevi tudo. E, por isso, a primeira triagem fazia-se logo pela forma como as pessoas me abordavam a propósito do anúncio – se havia algo que me fazia à partida desistir de alguém (ao ponto de nem sequer abrir o currículo) era fazerem-me perguntas cuja resposta estava espelhada no texto do anúncio. “Onde fica a empresa?”, “para onde mando as minhas informações?”, “qual é o salário base?”, etc. Mais uma vez, somos também aqui obrigados a generalizar: mas a ideia que fica é que de alguém pouco atento, curioso e criterioso. E, logo aí, fica fora de contas. Por isso é essencial ler com muita atenção tudo o que é dito e pedido, para não ficar excluído à partida.

 

2 – Colocar uma foto a fazer bico de pato ou a mostrar o decote como se tivessem vestido um corpete dos anos XIX vestido não vos vai garantir trabalho – quer dizer… agora que penso, depende dos tipos de trabalho (cof cof)

As fotos sempre foram algo a que nunca dei grande atenção, nomeadamente quando estava a trabalhar no meu próprio currículo. Mas isto foi no passado, quando não via as fotos que as outras pessoas colocavam nos seus CV’s. Eu juro que não me acreditei quando vi metade das imagens que as pessoas colocavam delas próprias! Fotos com a língua de fora, com o famoso biquinho de pato; fotos claramente com outras pessoas, que foram cortadas da imagem sem dó nem piedade; fotos tiradas de cima, dando destaque a decotes vertiginosos; fotos que metiam medo ao susto, ao ponto de nem sequer vermos o currículo até ao fim. 

Nos dias que correm não acho nada importante ter no currículo uma foto tipo-passe, tirada nu fotografo. A fotografia que escolhi para o meu, por exemplo, foi tirada por mim própria num dos muitos auto-retratos que fiz que e acho que me representa bem – descontraída, arranjada e a sorrir.

Eu vejo (e analiso) o currículo como um todo, que convém ser coerente: temos de ter a consciência de que vamos ser escolhidos (ou não) com base naquilo que lá colocamos (que não é só informação escrita!). Se dizemos que gostamos e temos um curso de fotografia, não vamos ter lá uma imagem cheia de grão, desfocada e em que apareçamos desfavorecidos. Se dizemos que a simpatia é o nosso forte, também não convém colocar uma foto com cara de mau. Percebem? É claro que há limites para esta coerência: se forem pessoas muito divertidas e com uma vida social mega animada não convém pôr fotos na discoteca ou com amigos. Mas há que tentar mostrar quem somos através de todas as vertentes que nos é possível – e isso vai muito além da nossa formação e histórico profissional. 

 

3 – Sim, a idade conta e é importante incluí-la

Quando um recrutador analisa um currículo tem de saber ao certo o que quer – e, inevitavelmente, vai ter fazer julgamentos e tirar ilações de tudo aquilo que vê e lê. Mais uma vez, repito, as conclusões que se tiram podem estar erradas. Pode querer-se alguém mais novo porque à partida tem mais energia, mas nada nos diz que um individuo de 25 anos não é mais preguiçoso e inativo que outro de 50; podemos querer alguém mais responsável e achar que uma pessoa com família formada e uma idade mais avançada é o ideal, mas pode existir um “miúdo” nos seus 20’s com uma experiência de vida e responsabilidades muito maiores que alguém com 50 anos. A margem de erro é sempre grande, mas não temos outra alternativa senão tirar conclusões precipitadas e esperar que a lógica esteja a nosso favor – sendo que a triagem final é feita presencialmente, onde se tentar ter um “cheirinho” daquilo que é mesmo real.

Isto tudo para dizer que, de facto, é injusto avaliar alguém pela idade – mas ela define-nos, ainda que não sempre de forma correta. Colocar a nossa idade/data de nascimento no CV ajuda o empregador a fazer uma triagem, pois normalmente tem-se uma ideia do público-alvo ideal para o cargo que se quer ocupar. E se de facto for algo importante, o dado já esta lá; se não for, é só mais um detalhe que se passa a frente. A diferença é mesmo se esse elemento não estiver presente e for importante; a probabilidade de guardarem o currículo para perguntarem é pouca – normalmente esse vai para a pilha dos eliminados e passa-se ao próximo, na esperança que tenha toda a informação que lá esperamos encontrar.

 

4 – E sim, o local onde moram também pode pesar

Este ponto é mais importante para quem vive em grandes cidades – penso que é um problema que se dilui quando se trata de locais mais pequenos ou no interior. Morar perto do trabalho é uma vantagem enorme pois pode evitar constrangimentos no trânsito e no estacionamento ou, para outras pessoas, evitar grandes viagens de transportes públicos (com os quais uma pessoa nunca sabe muito bem com que contar, em termos de horários). Para além disso, há que fazer uma avaliação honesta: tendo em conta o salário que se vai pagar, vale a pena chamar alguém que vive a 30kms e tem de fazer esse percurso diariamente, pagando portagens e gastando gasolina? Mais uma vez, o empregador está a assumir algo sem fazer perguntas ao verdadeiro interessado – e eu digo, mais uma vez, que na realidade não há outra hipótese… De qualquer das formas, diria que este é dos pontos que menos pesa caso encontremos a pessoa certa e soubermos que é aquela que queremos.

 

5 – Os currículos Europass são overrated

Se há uns anos os Europass eram o que se queria (para todos os efeitos são mais fáceis de analisar, pois têm todos a mesma estrutura, embora possam ser densos e pesados), acho que hoje não é bem assim. Sendo totalmente honesta, a mim, dão um bocadinho a ideia de desleixo. Aliás, depende da idade: percebo que pessoas mais velhas, com mais dificuldade em mexer em softwares ou fazer pesquisas mais elaboradas, não passem de um editor de texto; já gente mais nova, que durante toda a sua vida teve em contacto direto com novas tecnologias, já não me parece tão bem. Não é preciso uma coisa XPTO – só algo bonito, minimamente trabalhado, para demonstrar que de facto houve empenho na elaboração daquele documento (o que, por acréscimo, dá a ideia de que de facto se trata de alguém que quer mesmo arranjar um trabalho).  

 

6 – Os currículos podem ser iguais – as cartas de apresentação não

A verdade é que para cada candidatura devia haver um currículo; consoante aquilo que é pedido devemos destacar certas coisas, diminuir outras, tirar coisas que potencialmente nada acrescentam (e com isto não estou a dizer para esconderem nada!). No fundo, potenciar a nossa apresentação. Mas eu sei que para quem precisa e manda uma dezena de currículos por dia isso é impraticável. E, como tal, a solução está nas cartas de apresentação (que pode ser mesmo isso ou, simplesmente, a descrição de um email).

Mas atenção: até aí é preciso saber o que se está a fazer. Dizer que se é “assíduo e pontual’ faz-me lembrar os tempos de escola, em que no final de cada período éramos obrigados a fazer a nossa auto-avaliação e a justificar a nota que almejávamos. Mas a escola já lá vai – e ser assíduo e pontual não é uma qualidade que devamos assinar, pois à partida devia ser uma obrigação. Devemos chamar à atenção de especificações sobre nós mesmos que, para o posto de trabalho em questão, sejam pertinentes. Que somos engenhocas e que nos tempos livres gostamos de nos dedicar à bricolage; que em pequenos tínhamos o sonho de ser veterinários e por isso fazemos voluntariado numa associação que alberga animais; que temos uma escrita muito fluida porque desde criança que escrevemos diariamente. Tudo, desde que seja contextualizado. Ninguém quer saber se um trolha escreve desde os três anos; mas se gostar de bricolage e tiver jeito para tudo um pouco, pode ser um belo investimento e adição a uma empresa.

 

Como disse acima, há muito mais coisas que poderia aprofundar sobre este assunto. Será que vale a pena?


13 respostas a “Seis coisas que considero importantes num currículo ou numa candidatura”

  1. Avatar de IC
    IC

    Olá Carolina,

    A minha perspetiva é a de alguém que já saltitou algumas vezes de emprego (por iniciativa própria) e que se viu em muitos processos de seleção, a grande maioria bem sucedidos.

    Concordo com alguns pontos que indicas: ler o anúncio com atenção e informar-se acerca da empresa é indispensável, os currículos Europass deviam ter ficado em 2005, e devemos sempre adaptar o currículo à vaga.

    Mas houve um ponto neste post que quase me fez parar de ler porque considerei completamente atroz: a idade.

    Há 2 coisas que nunca incluí no meu currículo: a idade e o estado civil. E mais: considero uma red falg gigante se, num processo de recrutamento, sou questionada sobre um ou outro. É perfeitamente normal ter requisitos no que toca a à experiência de um candidato. Algumas vagas requerem alguém com décadas de conhecimento na indústria. Para posições de entry level, não faz sentido selecionar um candidato com mais do que 1 ou 2 anos de experiência. O tipo de trabalho também pode exigir certas qualidades físicas: capacidade de levantar cargas, por exemplo.

    Mas idade não tem nada a ver com isto. É uma variável incontrolável. Os anos passam por todos, não se pode fazer nada. Discriminar em função da idade é como descriminar em função do sexo ou da raça. Todos são fatores imutáveis, incontroláveis, e completamente irrelevantes.

    Claro, tudo isto é baseado na minha experiência. Também é verdade que não sei qual é a natureza do trabalho que estás a oferecer. Acho difícil justificar a importância da idade em muitos postos de trabalho, pronto. Como disse, abordar este tema numa entrevista (porque nunca ninguém se queixou de não incluir a minha idade no meu currículo…) deixa-me super desconfortável – e isto é importante porque, numa entrevista, não é só o candidato que que está a ser avaliado.

    Enfim, these are my two cents. Tenho mais, verdade seja dita, mas este ponto foi o que me me deu mais comichões. Mesmo que não publiques este comentário, espero que pelo menos penses um bocadinho no assunto.

     

    Beijinhos.

  2. Avatar de Carolina

    Olá IC!
    Não tenho porque não aceitar o teu comentário. É uma opinião contrária à minha mas não me ofendeste e, como tal, não tenho porque não aceitar.
    Percebo o que dizes, mas para mim a idade é de facto importante. No meu caso preciso de alguém que governe uma equipa – equipa essa constituída a 100% com pessoas com mais de 50 anos – e, como tal, não quero ter alguém demasiado novo, pois não acho que fosse bem aceite (e sinto que é preciso ter um certo tato e maturidade para se lidar com aquela equipa, que está junta há muito tempo e tem uma cultura de empresa muito antiquada). Por outro lado trata-se de um trabalho que é no fundo uma arte, que demora anos a ser aprendida; contratar alguém com 60 anos, que se reformará daqui a 6, fará com que fique no mesmo aperto em que estou neste momento, desesperada por contratar e formar alguém. 
    Outra coisa: se eu vou contratar para um trabalho fisicamente pesado, tenho a tendência para contratar alguém mais novo em vez de mais velho. Mais uma vez, a idade conta (na minha opinião). A mim, faz-me sentido; à partida terá mais capacidade física e facilidade, certo? Na verdade, acho que tudo isto se decide no processo de pré-recrutamento, quando se pensa naquilo que se quer e não se quer. Há um mindset já contruído.
    Enfim… ambas as partes são livres de fazer julgamentos; aliás, fazem-no de certeza! Mas, lá está, o que disse é a minha opinião – não consta de nenhum livro de regras. De qualquer das formas, nunca disse a nenhum candidato que achava mal não ter lá a sua idade ou data de nascimento; é, simplesmente, um dado que para mim é importante e que, na minha opinião, deve ser incluído. Quem acha que não deve pôr, não põe 😉
    Estás totalmente à vontade para dizer as outras coisas que não gostaste no texto. Leio os teus comentários há anos e não os levarei a mal. São opiniões contrárias… não é grave. 
    Beijinhos

  3. Avatar de IC
    IC

    Eu sei lá, há gente que é muito sensível a opiniões contrárias 🙂

    Uma das minhas antigas colegas de casa chefiava uma equipa de casa, aos 32 anos, chefiava uma equipa de 10 ou 15 programadores/engenheiros, metade com mais de cinquenta anos. Como? Ela começou a trabalhar aos 17 no McDonalds, e tinha tanto jeito para organizar os colegas que se tornou manager muito rápido. Daí, andou a saltitar de posição de manager em posição de manager. Aos 31-32, já tinha 10 anos de experiência a chefiar equipas.

    Para posições que requerem uma formação extensiva, não é seguro dizer que um jovem te vais dar mais anos úteis que uma pessoa mais velha. Olha eu e o meu primeiro emprego: fiz umas 6 ou 7 formações, algumas de várias semanas, e só comecei realmente a produzir uns bons 9 meses depois de ter entrado para a posição. Em dois anos, estava a ir-me embora.

    Eu percebo seja importante para ti que 1) a pessoa se encaixe bem no resto da equipa e 2) não se transforme em sunk cost. Se eu sei que procurar trabalho não é particularmente divertido, também tenho noção que recrutar não é nenhuma festa. Longe de mim dizer-te como fazer o teu trabalho, obviamente. O meu problema aqui é ver como a idade é para ti um factor de exclusão imediato, quando não devia ser. E continuo a dizer que discriminar com base na idade é terrível e, como admites no post, injusto. Mas mesmo muito!

    De qualquer das formas, se já topaste quem eu sou (ahah), também deves saber que te leio há uma catrefada de anos e que normalmente concordo com 50-60% do que tu normalmente escreves. Não é por mal, e eu gosto de ler-te na mesma (apesar de só comentar quando estou contra qualquer coisa… aaaaaah, ok, my bad!). Acho que temos várias coisas em comum, mas experiências de vida muito diferentes a contribuir para que, no fim de contas, não tenhamos nada a ver. E está bem assim. Se eu lesse sempre opiniões iguais às minhas, nunca teria a oportunidade de mudá-las.

    *

  4. Avatar de
    Anónimo

    Esta publicação é útil e interessante, obrigada pela partilha!
    No entanto, tenho uma curiosidade…da sua experiência, sente que o apelido dos candidatos é um fator de filtragem por parte dos recrutadores, enviesando-os, ainda que de forma inconsciente? 
    Existem alguns estudos que convergem nesse sentido, mas desconheço a tendência em Portugal. 
    Um bom dia e bom trabalho!

  5. Avatar de Carolina

    Bom dia! Obrigada!
    Não, da minha experiência não é, de todo. Para ser honesta, o nome é a última coisa em que reparo, pois nunca me passou pela cabeça ser um fator de valorização ou desvalorização. Chamar-se Paulo ou Olímpio, Silva ou Ramalhão é-me completamente indiferente…
    Obrigada!

  6. Avatar de simplesmente...
    simplesmente…

    Aprendendo sempre…
    Obrigado.
    Abraço

  7. Avatar de O ultimo fecha a porta

    Tive que fazer um recrutamento para a minha equipa. Os RH seleccionaram 5 CV’s. Só um é que quis entrevistar. A idade é importante pq é um driver para a equipa em causa.
    A única pessoa que entrevistei não leu com atenção no anúncio. Quando falou das motivações para mudar, não foi de encontro ao que anuncio pedia em termos técnicos. Questionei-lhe especificamente dos 3 primeiros pontos das funções que constava no anúncio e a resposta “assim de repente, não lhe sei dizer se me revejo”. Ora, por simpática que a pessoa fosse, pareceu-me haver um desalinhamento das expetativas.

  8. Avatar de
    Anónimo

    Hoje em dia os curriculums que se enviam não dizem nada sobre a pessoa ,apenas dados gerais , dos quais temos q extrair meia dúzia de coisas para fazermos uma seleção de pessoas , com quem posteriormente teremos de interagir para escolher quem queremos. 
      Muito importante é o primeiro contacto por telefone com o selecionado . Aqui já dá para reduzir ainda mais a seleção e excluir muita gente !( 1a interação).

    Depois temos a entrevista  em que se tem de falar abertamente com a pessoa por forma a ela mostrar o seu interior .Nao tem de ser só em as suntos profissionais .Fazer uma abordagem intimista . E é importante tecnicamente criar cenários ,isto a nível profissional,por forma a obtermos uma resposta personalizada de reacção a cada cenário. RECRUTAR É UMA TAREFA DIFÍCIL  é preciso ter experiência que só se ganha com os anos.

  9. Avatar de paula
    paula

    Bom dia
    Confesso que não aprendi nada de novo, ao ler o seu artigo. Sou candidata com longa experiência e também já fui recrutadora.

    Um dos fatores muito importantes num Curriculum, e que não menciona no seu artigo, é sem dúvida, a escrita sem erros ortográficos, que cada vez mais, merece menos atenção das pessoas em geral, (independentemente do acordo ortográfico utilizado). É evidente que, para um lugar de trolha, a escrita correta não interessa mesmo nada, mas talvez interesse saber se o candidato sabe matemática simples. 
    Os candidatos também avaliam os entrevistadores : Se um entrevistador me diz ou escreve a expressão < ter lata>, ( como a S.ra fez no artigo), em vez de < ter atrevimento>, eu considero logo que esse entrevistador não sabe falar nem escrever, e se de futuro esse entrevistador for meu diretor, eu irei ter em conta, essa facto… Falar ou escrever calão, fica muito mal.
    Confundir o verbo < estar > com o verbo < ter >, ( como a S.ra fez no artigo), na frase <
    gente mais nova, que durante toda a sua vida teve em contacto direto…>, dá uma péssima imagem. 

    Há sem dúvida, pontos de vista diferentes : Uma pessoa que mencione a idade no Curriculum, pode estar em minha opinião, a rejeitar a oportunidade de uma ida à entrevista, (que seria o próximo passo), onde poderia ter sucesso. 
    Uma pessoa que coloque uma fotografia no Curriculum, está à partida a contribuir para a discriminação racial, que é o mesmo que dizer : – Contratem-me a mim, que eu sou de raça branca, ou – Contratem-me a mim, que eu sou de raça negra.
    Da mesma forma, indicar a localidade ou o bairro onde mora, pode ser um fator discriminativo e injusto, para muitos candidatos. Um candidato a emprego que more em Chelas, Lisboa, se menciona o bairro, será à partida, rejeitado, e talvez injustamente.
    Enfim, nisto como noutras situações, há os dois lados, que muitas vezes são opostos : o entrevistador / o candidato.
    Agradecida pela atenção.

  10. Avatar de São Pedro Cerâmica
    São Pedro Cerâmica

    Muito obrigada pela partilha. Muito útil. 🙂

  11. Avatar de Joao Martins
    Joao Martins

    Bom Dia !

    Os nomes e os apelidos dos candidatos, são importantes, sim ! dependendo do cargo a que se candidatam, certamente. Ele há cada apelido e cada nome, mais comprometedor…Deixo só alguns apelidos, de exemplo : Amante; Engenheiro; Catapirra; Botão de Elvas; Lança; Sargento, etc.

    Se o candidato tiver um apelido de renome, na praça pública, será meio (ou todo) caminho andado para ser admitido, como por exemplo : Souto Mayor Cardia; Sá Caessa; Alves da Costa; Savedra; Calapez; Cavalheiro; etc

    As injustiças e desigualdades sociais começam logo, antes da criança nascer, com os apelidos de família…

    É o mundo em que vive-mos !

  12. Avatar de Pedro Oliveira

    Ainda bem que a pessoa não foi de encontro ao anúncio, poderia provocar um acidente (no caso de estarmos a falar de um outdoor, eh, eh, eh, apesar dos meus 52 anos, sei falar estrangeiro técnico).
    Espero que perdoe a brincadeira, em relação ao tema do “post” a autora esteve bem, clara e explícita; a idade, obviamente, importa.

  13. Avatar de
    Anónimo

    Que bela análise…!

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