Estava ontem no meio de uma insónia, a fazer scroll no facebook, quando me deparei com mais uma notícia que contava o desaparecimento de duas pessoas no Gerês. A pergunta que se impõe é: até quando é que isto vai durar? Até quando é que vão continuar a “diabolizar” uma das zonas mais bonitas do país? Porque a continuar assim, tenho medo que tomem medidas radicais e mais ninguém possa voltar a ver as cascatas.

A verdade é que há três principais razões pelas quais as pessoas morrem, se magoam e/ou se perdem nas zonas das cascatas do Gerês: a primeira é estupidez, a segunda é falta de sorte e a terceira é falta de indicações e condições. As primeiras duas são altamente faladas nas notícias e nas redes sociais, a última parece ser ignorada, quando não devia.

Estou longe de conhecer a região como a palma da minha mão, mas há três anos consecutivos que vou às cascatas – nos últimos dois anos acampei, este ano fiz só uma visita de médico. Já fui a todos os ex-libris – a Portela do Homem, o Arado, o Thaithi, as 7 Lagoas – e desta vez fui a dois sítios menos conhecidos – a Cascata de Pincães e a Cela de Cavalos. E antes de mais nada, é preciso fazer aqui um disclaimer: eu considero-me uma pessoa muito responsável e ajuizada, que corre poucos riscos e que mede sempre as consequências. E, apesar de tudo isso, fui.

Comecemos por analisar os problemas, um a um:

– A estupidez humana. Começa por fazer aqueles trilhos, subidas e descidas de rochas com havaianas. Se cair com havaianas, em solo normal, já é fácil, num sítio daqueles ainda mais. Depois há uma percentagem enorme de pessoas que é incapaz de medir os riscos: já disse aqui que saí várias vezes das cascatas por me sentir agoniada ao ver dezenas de pessoas a saltar, muitas vezes sem sequer testar o sítio onde vão cair, e com rochas no caminho (que, quando um salto não é bem dado e a distância mínima não é assegurada, pode acabar em morte). Depois existem ainda as crianças, que para além de também saltarem (sem reprimendas dos pais) não tomam muitas vezes as precauções devidas, nem durante o caminho, nem enquanto lá estão.

Para mim, as cascatas do Gerês são como o Monte Palace nos Açores: não se deve ir nem com amigos parvos nem com crianças, uma vez que a segurança de ninguém está assegurada e não há margem para grandes brincadeiras. Parte do problema reside também no facto das pessoas acharem que aquilo se trata de uma praia e acamparem nestes locais o dia inteiro – vi várias grupos a fazer aqueles caminhos com lancheiras, garrafões de água e até carrinhos de bebé (quem é que vai com um bebé de colo para estes sítios?!), o que depois dificulta a circulação na própria lagoa, o que faz com que as outras pessoas circulem por caminhos mais perigosos e os acidentes aconteçam.

 

– Má sorte. Está em todo o lado. Ir num dia mau para o Gerês não é uma boa escolha. Basta uma pedra mal assente ou musgo escondido numa rocha para um dia divertido dar para o torto. A única hipótese é ter cuidados redobrados.

 

– Falta de indicações ou condições. Este fator tem quase tanta culpa como o da estupidez humana. Eu acho que a autarquia, de forma a evitar que as pessoas vão para aqueles sítios que só lhes dão problemas, coloca pouca ou nenhuma informação acerca do caminho para as cascatas. O sítio delas está indicado em placas de trânsito mas, quando uma pessoa lá chega, nada. A forma típica de encontrar caminhos é ir perguntando às pessoas que estão a voltar. Lembro-me que nas cascatas do Thaithi a senhora onde estacionei o carro me disse qualquer coisa como “siga sempre pelas oliveiras e depois vire à direita”. E, atenção, eu sei distinguir oliveiras, mas no meio de outras 300 espécies e quando se está concentrado em não cair, a tarefa não é assim tão fácil. Desta última vez, em Pincães, disseram-me para seguir sempre o curso de água e já estaria logo lá: o “logo” era meia hora depois, o curso de água acabava num sítio e depois uma pessoa tinha de aventurar. Nesse mesmo dia, para ir à Cela de Cavalos, andei uns 3kms a mais do que devia; no fundo, perdi-me. Tive a sorte de, num certo ponto, ter apanhado rede e visto no GPS que me estava a afastar do sítio onde a lagoa estava sinalizada. E sabem que mais? Eu tinha estado a 300 metros da dita cascata, mas em vez de virar à direita na ponte, virei à esquerda. Uma simples seta faria a diferença! Uma porcaria de madeira lá pendurada. Isto faz sentido?

Mesmo no que diz respeito aos caminhos e aos trilhos, para além das indicações, tudo devia estar melhor definido e em melhores condições. Lembro-me de, nos Açores, existirem grandes desníveis onde eles “inventaram” umas escadas, feitas com troncos de madeira, que não tornava o ambiente menos natural mas que era muito mais seguro para quem viajasse. E os caminhos eram visíveis, não tinham mato a confundir, não tínhamos de nos seguir por indicações fatelas tipo “vira à direita depois das oliveiras”. É claro que isso vai dar asneira, sempre, até decidirem que têm de fazer alguma coisa.

As pessoas não vão deixar de visitar estes sítios porque são potencialmente perigosos (ou não sabem que as coisas más só acontecem aos outros?!). Mais: sem as cascatas e as lagoas, o Gerês não teria metade do movimento que tem hoje em dia, incluindo turismo internacional. Está mais que na altura de quem manda naquela zona pôr mãos à obra, valorizar estes locais, dar-lhes mais condições de segurança e parar de se esconder por detrás da peneira, de pesares de morte e de apelos que caem em saco roto. Assim como está na altura das pessoas terem mais noção das suas limitações e dos perigos por detrás destas belezas naturais. 

Como sei que a primeira opção é mais fácil que a segunda – a estupidez natural das pessoas é praticamente incurável -, estou a torcer para que alguém faça força para se intervir no local.

 

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Cascata do Thaiti (2017) – para mim uma das que tem os acessos mais perigosos e menos evidentes e, por outro lado, das que tem mais gente

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Cascata do Thaithi (2017)

 

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7 lagoas (2017) – um dos caminhos mais bonitos

 

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Cascata de Pincães – a tal onde se segue o curso de água e depois se sobe uma série de rochas até se chegar a esta vista

 

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Cascata de Pincães

 

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Cascata de Cela Cavalos – o acesso é feito pela capela de Cela (o caminho até lá é em terra e há pouco espaço para carros) e o caminho é óptimo. Virar à direita depois da ponte em madeira (foto em baixo). Caminho de cerca de 1,5 kms. Como nos perdemos, chegamos tarde à cascata e estávamos sozinhos.

 

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A tal ponte, em Cela de Cavalos, onde devem virar à direita (se vierem da capela).


16 respostas a “Vamos falar sobre o “perigo” do Gerês?”

  1. Avatar de O ultimo fecha a porta

    O Gerês é lindo. Tenho vários posts de lá. É um paraíso na terra porque não tem sido afetado pelos incêndios e tem belas cascatas. Essa virgindade confere-lhe uma beleza única. Os problemas que têm surgido resultam do descuido das pessoas. As placas são poucas, mas estão lá a avisar para o perigo, mas as pessoas arriscam. A cascata de Taiti é tem tanto de bela como de muito perigosa, mas está lá escrito a aletar para o perigo. Uma pessoa com dois dedos de testa percebe o perigo de escorregar. porém, é igualmente de notar que se há tantos acidentes é porque as indicações e a segurança dos locais é fraca. Aí cabe às autoridades competentes assegurar a mesma através de corrimões ou escadas por exemplo. O investimento seria pequeno mas salvaria vidas. O mesmo se aplica à sinalização de trilhos. Se tanta gente se perde é pq talvez estejam mal sinalizados.

  2. Avatar de Nuno
    Nuno

    De facto intervenção precisa-se e numa altura em que o turismo é o maior ganha pão do nosso país deveria haver mais cuidado com estas coisas já que quanto  há estupidez humana não se pode fazer nada 

  3. Avatar de BeatrizCM

    A estupidez humana é mesmo um factor decisivo. Eu e o meu pai fomos a um parque natural, Erawan, na Tailândia, semelhante ao Gerês, que tinha todas as condições de orientação, escadas, caminhos demarcados, informação, sinais de alarme e aviso em todo o lado, guardas florestais… Nós fomos num dia de chuva e humidade extrema, eu até de chinelos, e nunca achámos que corrêssemos perigo, era mesmo um passeio calmo e bem preservado. E, mesmo assim, uns dias depois, ouvimos nas notícias que turistas tinham morrido lá. Fiquei parva. Lá está: gostam de tirar fotos perto das cascatas super violentas, ignoram os avisos, “aventuram-se”. Eu tenho muito respeito pela natureza, tal como tu pareces ter, mas nem todos o têm. Depois, queixam-se de que têm má sorte. 

  4. Avatar de #RapazSecreto
    #RapazSecreto

    As pessoas abusam tanto da sorte…

  5. Avatar de Helena Duque
    Helena Duque

    Não podia concordar mais contigo! O Gerês é um dos sítios mais fantásticos de Portugal, e com esta constante “diabolização” do sítio, as pessoas tornarão-se receosas de o visitar quando tudo o que têm de fazer, como bem disseste, é serem cuidadosas e não se armarem em chicas espertas. 

    Adorei ler-te e adorei as fotografias, são maravilhosas!

  6. Avatar de Maria Araújo

    Estive em 2015 nas sete Lagoas, há dois anos passei no Arado,  e confirmo tudo o que aqui escreveu.
    Vi um casal que seguiu os nossos  passos, ela ia de havaianas, devia ter sofrido de mais naqueles pés.
    As indicações são parcas, é verdade, a maioria  das pessoas segue os mariolas, as únicas marcas que orientam, para quem conhece, até às lagoas.
    A maioria das pessoas pergunta aos aldeões, alguns não sabem dizer como ir.
    ” Eu acho que a autarquia, de forma a evitar que as pessoas vão para aqueles sítios que só lhes dão problemas, coloca pouca ou nenhuma informação acerca do caminho para as cascatas”.
    Sim, sou da mesma opinião que há muito a fazer neste sentido, e para que não desapareçam ou morram pessoas. Senti algum receio, embora eu tivesse ido com pessoas de uma aldeia perto, e que conhecem o caminho. Mesmo assim, foram algumas a vezes que me arrastava nas pedras das lagoas mais baixas, porque são demasiado perigosas para andar a “passear” por lá e/ou a saltar, como vi nessa altura.
    Tenho muito respeito pela natureza , quanto mais abismal mais eu me afasto dela, não vou ao limite.

  7. Avatar de
    Anónimo

    Por um lado entendo que não se facilite o acesso a estes pequenos paraísos a “toda a gente”. Estamos a falar de zonas de parque natural, em que o excesso de pessoas certamente pode danificar e quem sabe arruinar o que de tão bonito a natureza nos deixou.
    Conheço todas as cascatas de que falou, exceto a de Pincães. Mas conheço outras que não foram referidas. Tenho feito várias caminhadas pela natureza, em família, e não só no Gerês. Levo o meu filho desde que tinha menos de 10 anos, embora ande sempre “de olho” nele. Por vezes convido amigos e respetivas famílias, mas alerto-os para o que vão encontrar e recomendo o que devem levar. Não convido amigos com crianças pequenas.
    Mas preparo-me antes deste tipo de “aventuras”. Em casa temos a melhor ferramenta para isso, a internet. Além de procurar fotos e relatos de quem esteve no local, coloco um programa de GPS no telemóvel. Tenho um mapa “offline” do país que posso consultar mesmo sem rede e sem net. Marco nesses mapas o local onde vou deixar o carro e o local de destino. Além disso, levo sempre um mapa em papel do percurso, normalmente retirado do “wikilocs”, se bem que o “google maps” também serve. Já por várias vezes tive dúvidas no caminho a seguir e estas ferramentas se revelaram úteis.
    E claro, além dessa preparação, a roupa e principalmente calçado que se leva é fundamental. Roupa leve e fresca, boné, uma mochila com água e alguns alimentos (sandes e fruta, normalmente), e sapatilhas com boa aderência próprias para percursos de todo-o-terreno.
    Já encontrei muitas pessoas em dificuldades, e já ajudei muitas pessoas. De facto a maior parte não se prepara. Vai como se fosse para a praia e tenta ir de carro por qualquer “caminho de cabras” que lhe apareça à frente, muitas vezes até pessoas jovens que não teriam quaisquer problemas em fazer os percursos a pé, com a devida preparação claro.

  8. Avatar de Marta Elle

    É lindíssimo, mas a água não será demasiado fria ?

  9. Avatar de
    Anónimo

    Bom dia,
    Concordo com o que afirma.
    Não posso dizer que conheço bem o Gerês, que como sabe é um mundo.
    Mas tenho milhares de Km em alcatrão, quase outros tantos fora de estrada e umas largas centenas a pé, e que me lembre, poucos trilhos sinalizados havia, e muito menos GPS. (para mim o grande problema é o GPS dos telefones ditos inteligentes, perde-se a rede ou acaba a bateria e adeus…). Levava-se a pouca informação disponibilizada pelo parque, cartas militares e aquela coisa chamada bússola, que não sei se ainda sabem o que é.
    Mas não me quero estar aqui a armar ao pingarelho, porque eu e o meu grupo, já nos perdemos na Malcata, as cartas eram antigas, a serra tinha tido replantio, e não jogava a bota com a perdigota, resumindo não sabíamos onde estávamos, mas saímos de lá.
    Embora andemos agora muitíssimo menos a pé, (estamos na casa dos 60), mas ainda andamos, levamos toda a informação possível, a nossa acumulada e dois GPS(s), um TOM TOM e um Garmin.
    Este ano fui duas vezes ao Gerês, uma com o grupo aventura e outra com uma amiga que nunca tinha visitado aquela região, portanto só estradões de alcatrão, (o carro era dela). Como não podia deixar de ser fomos a algumas cascatas, incluindo FECHA DE VÁRZEAS, que desde que lá fizeram um anúncio salvo erro de espuma de banho ou champô, facto curioso, até você lhe chama THAITI, o google maps,  aplida-a de TAHITI, e eu fico triste por batizarem estes locais maravilhosos com estrangeirismos, por causa de um comercial, com muito sucesso, que passou na TV e ninguém nessa altura conhecia o local. Será que vão alterar o nome do local conhecido por ALTAR DE CABRÕES, por este ser muito agressivo?
    Curiosamente á saída, fomos abordados por duas senhoras jovens, acompanhadas por um cavalheiro. Perguntaram se era muito longe a cascata, a primeira secção como sabe é logo á entrada (pela parte superior), expliquei-lhes, e como estava mais gente em volta, aproveitei para referir o facto de estarem bem calçadas, para andar por estes locais, perguntei ainda se os ténis tinham boa aderência, mas que mesmo assim havia que ter muito cuidado e evitar zonas mais húmidas ou com limos, porque nesse caso de nada nos valia o bom calçado, e o local é perigosíssimo e neste caso está bem sinalizado. Pois o cavalheiro que as acompanhava, quiçá um misto de super-homem e homem-aranha, fez-me notar que eu não estava a falar com crianças. O calçado que utilizava eram umas maravilhosas havaianas se calhar para rimar com thaiti.
    Em relação a quem se perde…vou segredar-lhe esta história. são 16H, e na receção do meu hotel, um senhor francês, pede informações sobre determinado trilho, é prontamente informado de que não é aconselhável fazê-lo nesse dia, devido ao adiantado da hora (deslocar-se até ao início do mesmo, ir ao ponto desejado e voltar ao ponto de partida era muito difícil de conseguir com  dia claro, mesmo para quem conheça a zona). Dito e feito, perdeu-se…e lá anda a GNR, depois á procura destes estúpidos palermas, pela serra, ás vezes com risco próprio.
    Não seria bom que a GNR fosse avisada da intenção deste ‘turista’ e de duas uma, ou era logo interdito pelas autoridades, ou em caso de resgate, teria que pagar bem pago por isso?
    Em relação á sinalética, fale com os naturais, mas têm que ter confiança consigo, pode ser que fique surpreendida…
    Depois de tudo isto, peço-lhe desculpa de a estar a maçar, com o meu semi-desabafo por chamar nomes a um local magnifico, já foi lá de inverno?
    O meu pai era minhoto, tenho uma costela daqueles lados, (digo-lhe que de móbil próprio a minha primeira incursão pela zona foi no memorável ano de 1971 – Vilar de Mouros.
    Continue a escrever sobre este nosso paraíso, de Lamas de Mouro a Tourém e arredores.
    José Silva

  10. Avatar de
    Anónimo

    Carolina, concordo em tudo o que disseste. Como a estupidez e ignorância humana são quase impossíveis de serem controladas, cabe ás autarquias tomar as devidas medidas para prevenir que os acidentes aconteçam. O Gerês é lindo, mas é um Parque diferente de todos os que temos em Portugal, cheio de mata densa e com declives perigosos. Os trilhos por todo o Parque estão pessimamente assinalados, estando muitas das Pequenas Rotas constantemente com falhas nas sinalizações. As autarquias tem de preservar melhor o seu Turismo, e as quedas de água têm de ter vigia durante o Verão.

  11. Avatar de
    Anónimo

    Ainda há poucas semanas efetuei o percurso pedestre das Fisgas de Ermelo em Mondim De Basto. O percurso, da responsabilidade da Câmara Municipal, encontra-se bem sinalizado, no entanto, o acesso às piocas (piscinas naturais no rio Olo), apesar de sinalizado, é extremamente íngreme e escorregadio e por lá viam-se pessoas a descer em  haviaianas com uma criança ao colo num braço e uma lancheira no outro. Já nas piocas viam-se jovens a darem autênticos mergulhos para o abismo. Por incrível que pareça, o local vem indicado nos guias da Lonely Planet, já que uns turistas perguntaram-me como lá chegar. Se por um lado, a estupidez humana é incurável, por outro lado a respectiva autarquia ou Parque Natural do Alvão poderiam colocar umas correntes, umas escadas de madeira ou até uns passadiços. Faço imensos passeios pedestres, na Europa mas sobretudo em Espanha, e por lá as pessoas têm outra cultura perante este tipo de coisas e andam sempre bem equipadas mas também é de realçar que em, muitos sítios existem estruturas como correntes, passadiços, corrimões, escadas de madeira, etc.  Creio que, tal como acontece nos países nórdicos, deverá existir o direito de acesso ao espaço que é público, e que neste caso, é de uma beleza fantástica.

  12. Avatar de
    Anónimo

    Conheço bastante bem a serra do Gerês e já fiz vários trilhos e penso que conheço quase todas as cascatas. Sobre a inépcia das autoridades em crias as condições de acesso adequadas, respeitando a natureza (ex passadiços do Paiva), devo dizer que há cerca de 5 anos, o dono do terreno onde se situa a a parte perigosa de acesso às cascatas do taiti, fez uma escadaria em madeira muito solida, robusta e que não me chocou absolutamente nada, porque estava bem dissimulada dentro da floresta. Segundo o que me contaram, o senhor fez esse investimento, com muitos metros de escada, porque queria cobrar 1€ por pessoa. Eu como consumidor pagador, prefiro ter autoestradas e pagar, em vez de não as ter, como preferia pagar 1€ para poder levar a minha familia em segurança até um dos locais mais bonitos de Portugal. A minha vida vale mais do que 1€ e se o proprietário do terreno decidiu fazer o investimento que deveria ter sido feito pela Camara, é legitimo que tire alguma rentabilidade. Na mesma altura um outro senhor proprietário de um terreno ao lado da ponte, talvez entusiasmado com o dinamismo do vizinho, limpa o terreno e abre um parque de estacionamento com lugar pelo menos para uns 50 carros, também por 1€ ou 2€, já não me lembro, evitando que os carros se acumulem na estrada e ocupem parte da via. No ano seguinte decidi levar a minha família de mais idade que até são da zona, e nunca tinham visto a cascata.  Quando cheguei a estrutura estava meio destruída e com uma rede de arame a vedar o acesso. O parque também tinha sido fechado. Aparentemente este retrocesso civilizacional teve origem numa disputa entre a Camara e os proprietários, e la voltei para casa com os velhotes porque não me atrevo a leva-los lá sem segurança. Pergunto: Os senhores da Càmara não deviam se rcoosresponsabilizados por homicido involuntario desde que fecharam o acesso em segurança? Tendo-o fechado, seguramente por razões legitimas e burocraticamente justificadas, não deveriam ter tomado a iniciativa de providenciar alternativas em segurança? Não querem convidar os senhores do Paiva para verem como se faz? Não se querem juntar a nós nesta interessante discussão e explicarem a estes sobreviventes que ainda ai não morreram e que se arriscam para ver esta beleza que deve ser de todos, porque que desde há 5 anos que o acesso em escada foi destruído e vedado, ainda não resolveram o assunto? 

  13. Avatar de Sérgio Gomes

    Bom  Dia,
    O artigo está completo e com conhecimento de causa, o qual agradeço. Lamento apenas a deriva da cultura Pop que teima impregnar tudo, não existe nenhuma cascata Thaiti, mas sim Fecha das Barjas, último troço do rio Arado.
    Qualquer dia vai o Ronaldo tomar banho à cascata de Pincães e passa a ser “cascata do Ronaldo” e se fizerem lá a “casa dos segredos” ou semelhante, passa a ser assim batizada.
    Vamos tentar nos elevar um bocadinho acima da ignorância imediatista.

    Cumprimentos

  14. Avatar de
    Anónimo

    bom dia,
    nas minhas poucas ferias que tenho  faço sempre uma semana no geres mais especifico em vilar da veiga passo acitar nas  {casinhas do curral velho} á 14 anos que vou e não canso á sempre para ver alguma coisa de novo.
    Este ano fiz um trilho mais a familia que é da cascata do arado ao tão famoso poço azul ida e volta são 12kms mas digo vale bem a pena mas lá esta sem indicaçoes porque a autarquia não quer mesmo que se faça publicidade a um dos sitios mais lindos de portugal serra natural peneda geres.
    Mas confirmo não se pode tratar a serra por tu é por voce.
    Esse mesmo trilho passou por nós um casal de ingleses aonde a senhora iria para uma praia  lá esta a situação de havaianas e desculpem a minha ousadia de mini saia.
    Por isso eu digo tudo tem o seu q?
    Mas desfrutem o geres com muita cabeçinha eu que tenho uma boa costela alentejano que isso ai é outra coisa.

  15. Avatar de Maria Löfgren

    Pois hoje foi mais uma,!!!!… Mesmo com avisos as pessoas Ignoram 👹. Apetece dizer que com certos comportamentos parece que estão a pedi-las… 

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