
Faz hoje um mês da morte da minha irmã. E eu tenho saudades. O tempo sana muita coisa, mas as saudades não são uma delas. A falta da presença física constata-se nas pequenas coisas, nos detalhes. O luto vem em ondas – tanto o mar está calmo como, do nada, de um pormenor se faz…
Este livro de Sarah Adams é um rebuçadinho – pequeno, docinho e leve, como se querem estas coisas. Li-o sem qualquer referência – estava no Kobo a 0.99€ e vi que a classificação aqui no Goodreads era boa e, como tal, fui de cabeça. Estava a precisar de algo fresco e light, depois de alguns…
Foi relativamente cedo no processo de doença da minha irmã que lhe criei uma bucket-list. Só tomou a forma de lista no último par de meses da sua vida, mas a verdade é que na minha cabeça existia há muito tempo. Era uma bucket-list dela mas que consistia em coisas para fazer comigo, mesmo que…
Não vale a pena escrever muito mais sobre a dureza do processo pelo qual a minha irmã passou – e nós, inerentemente, com ela. Se as coisas eram levadas com leviandade no início, no fim já eram muitas vezes penosas e pesadas e os dias não acabavam. Uma das coisas mais desestruturares para mim durante todo…
Sou sócia do FCPorto há 20 anos. A minha avó, vendo-me a crescer portista ferrenha, decidiu inscrever-me junto do senhor que passava à porta de casa dela a recolher as quotas do meu avô. Foi uma prenda muito feliz. Porque eu era, de facto, adepta fervorosa do Porto e guardo memórias incríveis dos meus tempos…
Se eu fosse médica, quereria ser paliativista. É claro que nunca o quis ser. Não há figura que me meta mais medo na vida do que um médico. Não vos sei dizer porquê: se por um lado têm o poder de nos tratar, têm também o poder de nos infligir dor para atingirmos a cura;…