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  • O ano ainda não acabou, mas eu quase me arrisco a dizer que a decisão de voltar ao piano foi das melhores que tomei em 2017. Parece ser daquelas raras situações em que uma pessoa tinha saudades mas só nota quando se reencontra com algo. Estas duas semanas foram de um reencontro bonito. O redescobrir…

  • Todos os santos anos passo por isto e acho que todos os santos anos também escrevo sobre o assunto: agendas. É surpreendente como é que ainda tenho matéria sobre isto, mas aparentemente as questões relativamente a isto não só se repetem como se complicam ao longo dos anos. Nunca sei que agenda escolher, nunca encontro…

  • Há dias

    Há dias em que gostava de ser igual a todos os outros, em que queria despir esta pele de diferença que sinto que vesti desde que me conheço. Há dias em que queria seguir a carneirada e não ter opinião própria, não ter personalidade, não ter de me impor perante os outros. Há dias em…

  • Quando era pequena caía muito e, a partir de uma certa idade, passei a precaver-me e a olhar sempre para o chão. Tenho muito cuidado por onde ando e com os caminhos que faço, para tentar ao máximo evitar cair, porque tenho medo de me magoar (como tantas vezes fiz em miúda). E isto aplica-se…

  • Devia ter uns oito anos quando comecei a aprender piano. A minha mãe tinha-se inscrito na escola de música, levou-me por arrasto e eu, por acaso, até tinha jeito para a coisa. Mas, passado relativamente pouco tempo, quis desistir. Não tenho a meu favor a perseverança: não me lembro de nenhuma atividade onde quisesse ficar…

  • Tive uma pena enorme de só ter ficado um dia na Sicília. Acho que trocava facilmente os dois dias que tive em Malta ou em Dubrovnik por esta ilha italiana onde quero, definitivamente, voltar. Há uma coisa muito importante nos cruzeiros e que é preciso ter em conta: é preciso tomar decisões, prescindir de ver…

  • Este Agosto foi estranho e muito atípico para mim que, pela primeira vez na vida, tive de fazer alguma coisa durante um mês onde sempre tive férias. Foi estranho, confuso, mas bom, até porque percebi as maravilhas de trabalhar enquanto tudo está de férias. Trabalhar em Agosto é não apanhar trânsito na comum hora de…

  • Durante este ano de trabalho nunca acordei e pensei “este é o trabalho perfeito para mim”. Apesar disso, considero que foi um ano do caraças, onde aprendi até à ponta dos cabelos – e, confiem, eles estão enormes! – e em que foram muitos raros os dias em que não me apetecia ir trabalhar, conviver…